Com dinheiro do combate ao coronavírus, Governo da PB contrata empresa que faturou R$ 14,2 milhões na gestão de Ricardo Coutinho

Tudo começou quando o deputado estadual Walber Virgolino (Patriota) questionou, em sua página do Instagram, qual seria a empresa contratada pelo governo João Azevedo para construir a estrutura do hospital de campanha no estacionamento do Metropolitano de Santa Rita. Houve muitas especulações nas redes sociais, até o deputado descobrir que a empresa escolhida foi a HWJ Locações e Serviços… e que teria sido citada na Operação Calvário. Mas, não procede.

Faturou alto – A empresa de Júnior Produções (Mais em https://bit.ly/2wq8Npi) é, de fato, uma velha conhecida na praça. A HWJ tem sede em Santa Luzia e, em oito anos do governo Ricardo Coutinho, faturou mais de R$ 14,2 milhões, conforme atesta o sistema Sagres do TCE.

Somente no ano eleitoral de 2014, foram gastos mais de R$ 3,1 milhões com locações. E, no apagar das luzes, em 28 de dezembro de 2018, o ex-governador celebrou contrato de R$ 1.204.426,40 para a Secretaria de Comunicação gastar com locação e montagem de tendas.

CONFIRA DIÁRIO OFICIAL:

SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL Extrato de Contrato Nº do Cadastro 18-03702-0 Nº do Contrato 0008/2018 Contratante SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL Contratado HWJ LOCAÇÕES E SERVIÇOS LTDA Objeto CONTRATAÇÃO DE EMPRESA ESPECIALIZADA EM LOCAÇÃO E MONTAGEM DE DIVERSOS MATERIAIS PARA EVENTOS. Valor 1.204.426,40 Classificação Funcional-Programática 29.101.24.131.5001.4908.0287.3390.39.100.00 Período da Vigência do Contrato 27/12/2018 A 27/12/2019 Data da Assinatura 27/12/2018 Gestor do Contrato DANIELLY BRILHANTE DE MOURA – Mat.: 152.558-1 LUÍS INÁCIO RODRIGUES TÔRRES – SECRETÁRIO.

Foi, portanto, graças a esse tempo aditivo, que, agora, o governador João Azevedo firmou contrato com a empresa para a construção do hospital de campanha. Atualmente, a HWJ tem parceria com o governo do Estado para gastar até R$ 2,4 milhões na instalação das tais tendas. A “obra” do hospital de campanha estaria orçada, segundo Walber, em R$ 389 mil. O governo alega que a empresa ofereceu o menor preço para realizar a “obra”.

Calvário – Porém, o que mais teria chamado atenção, segundo o deputado, seria o fato da empresa estar citada no processo da Operação Calvário, a partir da delação do ex-assessor Leandro Nunes Azevedo (trecho abaixo), por ter recebido, numa operação realizada no Rio de Janeiro, dinheiro desviado da Saúde do Estado, através da Cruz Vermelha gaúcha, para atuar na campanha de João Azevedo, em 2018.

Essa informação, contudo, não procede. A empresa citada na Calvário, não é a HWJ, mas a JR Som e Publicidade Ltda (Júnior do Carro de Som), pertencente a João Freire Filho (confira documento da empresa abaixo).

por Hélder Moura

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