“Poder de estimação”

Fica cada vez mais evidente a desestruturação da vida humana que o poder causa entre aqueles que os buscam e daqueles que já os tem. Isso, sem mencionar aqueles que sofrem com o todo processo. Não é pelo dinheiro, tampouco as regalias ou os relacionamentos que esse postulado traz. É a sensação! É a posse! É o “se sentir dono e ordenador” de qualquer pensamento ou vontade. É a soberba misturada com o achismo, é o favorecimento entre os menos favorecidos, é a estimação de cargos e posições sem a estima pelas demais vidas.

Na medida em que tudo se concretiza diante de novos aborrecimentos coletivos, cada novo passo infalso especifica quais os caminhos escolhidos para se percorrer. Por sinal, esse caminhar levou consigo o tempo da inocência e das faces recatadas, conduzindo o silêncio ao grito indignado de desespero, aflição e repúdio por tais atitudes e condições impostas. É tanto caos em primeira mão que o “super poder” se inquieta e sucumbe entre os próprios “super heróis”.

Essa “peneira ideológica” ultrapassa todas as barreiras das condições normais e construtivas do lado humano. Não há espaço social ou natural, pensamento cultural ou posicionamento religioso que nos faça entender ou aceitar tais feitos. É doloroso até mesmo respeitar. Afinal, a sociedade cria ídolos para ela mesma derrubar ou a sociedade apenas assiste uma destruição intimista de atitudes desgastadas em equívocos?

O mundo avança, as datas mudam, os personagens são trocados. O processo não, é o mesmo, aprimorado ao pior. Como podemos “dar tempo ao tempo” para percebermos mudanças e avanços, se não dar tempo nem de se acostumar com os nomes, posturas e reflexos dos encarregados? Ao passo de toda essa (des)transformação, a serventia da nossa opção de escolha e decisão se limitam a quase nada, ao pó.

A verdade é que parecemos estar em um momento que mensurar a grande valia desse poder vigente nos supõe um estimo, ou melhor, substimo de pesos, medidas e estruturas futuras à sociedade. Essa “estimação” não perdoa e, ao contrário do que podíamos prever, segue revestindo de partidarismo um novo conceito político, reagente a nossa perca diária de identidades.

por Jotta Lopes – colunista do Papo Político

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Papo Político.

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