Ministério Público denuncia ex-governador Ricardo Coutinho e mais 7 no caso ‘Lifesa’

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público apresentou, no fim da manhã de hoje, mais uma denúncia que tem como alvo o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho. Além dele, outras 7 pessoas também foram denunciadas numa investigação que apura supostas irregularidades no Lifesa, Laboratório Farmacêutico Industrial da Paraíba.


Os demais alvos do MP são o irmão de Ricardo, Coriolano Coutinho; o ex-procurador do Estado, Gilberto Carneiro; o empresário Daniel Gomes; o ex-secretário de Saúde do Estado Waldson de Souza; Maurício Rocha Neves, Aluísio Freitas de Almeida e Amanda Araújo Rodrigues.

Na denúncia os investigadores relatam que o ex-governador teria coordenado um suposto ‘esquema’ para controlar os ganhos obtidos pelo laboratório, através de uma empresa – que teria Ricardo como sócio oculto – e da utilização de laranjas.

“No caso em comento (6) a Orcrim utilizou a TROYSP como empresa interposta para entrar no Lifesa, possuindo naquela como sócio oculto Ricardo Vieira Coutinho. Mesmo oculto, a participação de Ricardo Coutinho era constante e enérgica como efetivo comandante.

Cumpre registrar: Ricardo Coutinho era o efetivo dono da Troy, determinando seus passos por meio de Daniel Gomes, e sua participação formal aconteceria nos próximos passos da Orcrim”, relata a denúncia.

“Entidades públicas lesadas sim, pois da forma como o negócio foi estruturado, a compra de medicamentos à LIFESA revelava-se, de pronto, um péssimo negócio para os órgãos e entes públicos compradores, por comprarem medicamentos mais caros que diretamente ao fabricante, e um excelente negócio para a Organização Criminosa e o Lifesa, em especial, para a TROY SP, dona de 49% das ações da Companhia, que passou a lucrar atuando como mero intermediador, sem nada produzir, com pouquíssima despesa de pessoal, sem nada agregar à cadeia de valor”, afirmam os investigadores em outro ponto do documento.

O grupo é denunciado por crimes como falsidade ideológica, concussão e corrupção ativa.

por João Paulo Medeiros

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