Segue o líder!

Com o passar dos dias, após a idealização e seguimento de medidas determinadas a partir de imposições e a contraposição de ideias em máxima escala social com nível mundial, o Brasil conseguiu finalmente ser visto como um daqueles países de “primeiro mundo”. Primeiro em números desastrosos que, aplicados continuamente, refletem em boa parte de suas responsabilidades, fazendo rodear-se de questionamentos, dúvidas e incapacidades.

O termo “segue o líder”, expressão linguística de característica cultural, mais precisamente advinda do futebol, uma das paixões populares de maior crescimento econômico nacional, agora faz todo sentido por aqui. Estamos sendo mais notados do que nunca. Seria pela nossa cultura, espaço natural e fatores econômicos? Não. Política governamental! O temor mundial traduzido em uma luta diária contra a nova ameaça global, agora parece estudar mais uma ação: como não se tornar um Brasil.

A verdade é que já é possível idealizar o fato de que estamos a um passo de passarmos de um isolamento social para um isolamento mundial. O país que lidera números astronômicos entre contaminados e óbitos de uma avassaladora pandemia, parece também falecer em significados e importâncias mundo a fora. O cerco que se fecha por aqui, começa a também ser fechado do lado de lá. Fronteiras econômicas, pactos federativos, alianças e hegemonias políticas padecem minuto a minuto. Seríamos nós um daqueles ídolos criados para serem derrubados posteriormente?

No entanto, sem vestir nossas conveniências, pensemos juntos. No futebol, o líder é o melhor do campeonato. Em uma empresa, um líder é quem vai na frente, protege e aponta os caminhos. No reino animal, o líder é robusto, tem força e respeito pelo o que já nasce sendo e fazendo. Por qual motivo o nosso líder, aquele que naturalmente deveríamos seguir, tem que ser um desrespeitado, protetor de passados sem convencimento presente, fortalecido apenas por os seus embandeirados e que, se fosse um campeonato, seria rebaixado?

E para que a ciência de pensamento seja vista de ambos os lados, como descreve o bom jornalismo, não deixando apenas exposto a versão condenada, é preciso deixar bem explícita, em caixa alta, nossa participação como aqueles que condenam e depositam poder: O CRIME DE RESPONSABILIDADE TAMBÉM É NOSSO. E cada um agora faça as suas reflexões. Segue o líder!

por Jotta Lopes – colunista do Papo Político

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Papo Político.

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