Custo por paciente de hospital provisório no RJ é R$ 853 mil

A situação da saúde no estado do Rio de Janeiro, que já era complicada, conseguiu ficar ainda pior com a pandemia do novo coronavírus, e o motivo é o mesmo que provocou o sucateamento de boa parte das estruturas que deveriam atender a sociedade fluminense: o mau uso do dinheiro público aliado a denúncias de corrupção.

O Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), que ficou responsável por entregar os sete hospitais de campanha no estado, inaugurou apenas um, e de forma provisória. A organização social é investigada pela Operação Placebo, que apura o desvio dos recursos destinados ao combate do coronavírus.

Para se ter uma ideia do quanto os valores estão impactando nos cofres públicos é só realizar uma conta simples. O estado tem apenas o hospital de campanha do Maracanã aberto, e que atendeu apenas 300 pacientes até o último sábado (30). Apesar disso, o Iabas já recebeu R$ 256 milhões, o que resulta em uma média de custo de R$ 853 mil por paciente até o momento.

Resta saber agora quando os outros hospitais serão entregues, o último prazo dado é de que eles sejam concluídos até o fim deste mês, mas diante de tantos adiamentos já nem é possível prever se a data realmente será cumprida.

Foto: Rogério Santana/Divulgação Governo do RJ

por Paulo Moura

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