PF indicia irmã de Aécio Neves por obstrução de Justiça

Com a conclusão do inquérito da Operação Escobar, que apurou o vazamento de informações sigilosas sobre operações da Polícia Federal (PF), a irmã do deputado Aécio Neves, Andrea Neves, foi indiciada por prática do crime de obstrução de Justiça e pode ser condenada a até 10 anos de prisão.

Além de Andrea, dois advogados, dois escrivães da PF e um empresário poderão responder por crimes como corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.

Com o fim do inquérito, cabe ao Ministério Público definir se abre ou não denúncia contra os indiciados. Se eles forem denunciados, a Justiça deverá decidir se aceita ou não a denúncia e os torna réus.

De acordo com os dados obtidos pela PF, relatado pelo delegado Rodrigo Morais Fernandes, o empresário Pedro Lourenço recebia informações sigilosas de investigações da corporação a partir de conversas com o advogado Ildeu da Cunha Pereira, que morreu em fevereiro deste ano.

Já Andrea recebia documentos da corporação obtidos pelo advogado Carlos Alberto Arges. Os vazamentos ocorriam através dos escrivães Márcio Antônio Marra e Paulo Bessa.

Com as informações sigilosas, Andrea Neves e Pedro Lourenço se beneficiavam, impedindo ou atrapalhando investigações relacionadas a organizações criminosas em que estavam envolvidos ou nas quais tinham interesse direto, segundo o inquérito da PF.

por Paula Moura

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