Comunismo, fascismo, achismo […]

Quando a luta é pelo devido direito de ser, ter, ir, vir ou existir, não há conceitos que sejam suficientes para derrubar a coletividade de uma nação erguida pela força de vontade, anseio por melhorias e estabelecimento de ideologias ao bem comum. Contudo, quando a gana pela ascensão se faz maior que necessidade e a suficiência da sociedade, o tempo abre espaços para memorosos episódios que, em sua maioria, marcam páginas pelo temor, ódio, desigualdade e poder absoluto que seus personagens condicionam.

Para efeito de exemplificação (de termos, não de eras, personagens ou metodologias) o mundo de tempos em tempos diverge da calmaria, contradizendo a sociedade com suas próprias organizações. Foi assim com comunismo – com a retratação da sociedade econômica alicerçada pela propriedade coletiva dos meios de produção; foi assim com o fascismo – prevalecendo o ditatorial sobre os valores individuais; e é assim na atualidade, com um mundo cada vez mais tecnológico, que dá voz aos despreparados e tira a vez dos capacitados, com o poder do achar. Maldito achismo!

Assim, ao passo que velhos costumes se modificam temendo o esquecimento alheio popular, novas atribuições começam a criar ramificações basicamente por todos os contextos sociais. Tendo essa visão entendida, passamos a nos tornar uma sociedade cada vez menos ouvinte, um espaço alvo de disparos carregados por egos inflamados. O “achar” e seus sinais de rebeldia, resguardados pela tecnologia viral. Acho que posso, vou. Acho que sou, falo. Acho que sei, faço. Acho que sim, afirmo.

Como se não bastasse essas sentenças, que contradizem o fluxo de pensamento e posturas coerentes ao normal, ainda somos castigados pela presença de uma liderança falha e uma ausência de responsabilidade, formentados nas mais diversas e inúmeras tentativas de comunicação comum. Atualmente, por exemplo, levando em consideração o universo virtual, pouco importa se minhas publicações são verdades ou conveniências, a responsabilidade é sua e de quem ler.

Por fim, entretanto, pensar que essas variações são totais e pessimistas, é pensar falho. Obviamente temos uma parcela que vai pelo caminho contrário e mais racional do momento. Fica apenas o questionamentos. Foi tempo perdido se preocupar tanto com a chegada de “um novo” mundo e não ter a mesma preocupação com a preparação de recebê-lo? Aguardemos os desdobramentos.

por Jotta Lopes – colunista do Papo Político

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Papo Político.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.