“Manda quem pode, obedece quem não tem juízo”

As condutas e pensamentos fora da curva parecem tomar o espaço do discernimento que ainda parecia existir dentro das cabeças de algumas pessoas. Quando falo algumas pessoas, imaginemos milhares de mentes, por todos os lados desse país, que parecem não tomarem conhecimento do que é crítico, perigoso e faltal. Ou simplesmente descartar o que aparece como realidade, ignorá-lo.

Embora saibamos das inúmeras necessidades que todos apresentam, seja comercialmente ou afim de uma lógica particular/familiar, é dificultoso definir em apenas uma palavra o que poderia significar essa sede por consumo – que vai além do material, também é humano – que se apresenta em escalas absurdas, em pouco tempo, em uma momento de tamanha delicadeza. Mesmo sem enxergar o inimigo ou mesmo sem saber até onde ou a quem fiar-se, essa descrença qualifica o nosso país a um pertinente significado: despreparados.

Pois bem, “Brasil, o país que abre mão de um isolamento que nunca o fez”. Como creditar totalmente uma culpa aos que governam, se somos nós quem acatamos? Se o governo batesse panela a cada erro tolo que tomamos também, “Vixe! Era zoada, viu!”. É reclamado de um lado e fazendo por onde aumentar o barulho do outro. Entretanto, obedece quem não tem juízo.

O país que não tem representação em pastas de suma importância como Educação e Saúde, faz jus a parte de uma população que, aparentemente, demonstra não ter o mesmo: nem saúde mental, para enfrentar situações críticas, tampouco educação social, para respeitar seus critérios. Como se não bastasse a supressão de uma representação, o que falar da representatividade, já não temos a quem sugerir soluções, como teremos a quem nos orgulhar por solucionar e nos fazer espelhos?

No geral, quase nunca estamos preocupados com certas normalidades, boa parte delas até passam despercebidas aos nossos olhos. Mas, enquanto a reabertura de um estado normal dos âmbitos sociais começam a tomar força, é inelutável – aos que ainda tem juízo – não pensar: esse é um momento de fuga e libertação ou é apenas mais um retardamento do inevitável? Se contra fatos não há tantos argumentos, usemos o exemplo de Blumenau, a primeira cidade a abrir suas portas, como também a primeira a pedir socorro pelo o que viu entrar através delas.

por Jotta Lopes – colunista do Papo Político

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Papo Político.

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