Inteligência dos EUA: China torce contra Trump e Rússia quer prejudicar Biden

A eleição presidencial dos Estados Unidos reúne atenções de todo o mundo dado o potencial político e econômico do governo americano. William Evanina, diretor de contra-inteligência e responsável pela segurança do pleito, afirmou nesta sexta-feira (7) que três países estão especialmente interessados e se movimentando a respeito: China, Irã e Rússia.

Nas palavras de Evanina, a China “prefere” que o presidente Donald Trump não seja reeleito em outubro, enquanto a Rússia pretende “denegrir” o pré-candidato democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden. O Irã também está contra o republicano.

“Descobrimos que a China prefere que o presidente Trump — que Pequim considera imprevisível — não vença a reeleição”, afirmou o oficial de inteligência. A respeito da postura russa sobre Biden, Evanina deu mais detalhes.

“Descobrimos que a Rússia está usando uma variedade de medidas para denegrir o ex-vice-presidente Biden e o que o país vê como sendo um ‘establishment’ anti-Rússia. Isso é consistente com as críticas públicas de Moscou ao papel do vice-presidente nas políticas do governo Obama para a Ucrânia e em seu apoio à oposição contra Putin dentro da Rússia”, explica.

O termo “denegrir” usado por William Evanina é o mesmo utilizado em 2017, quando se concluiu que os russos haviam agido da mesma forma contra a adversária de Trump na última eleição, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Apuração da CNN descobriu que integrantes dos órgãos de inteligência apresentaram a congressistas e às campanhas presidenciais indicativos de que a Rússia está por trás de uma campanha de desinformação contra Joe Biden.

Democratas e republicanos concordam que há indícios de que o governo russo pretende interferir no pleito dos Estados Unidos, mas tem tido posições diferentes a respeito das percepções da inteligência nacional.

A campanha de Joe Biden avalia que William Evanina indica que as ameaças da Rússia ao democrata são maiores do que as que a China oferece a Donald Trump e aos republicanos.

Ouvido em caráter reservado, um integrante da direção de inteligência nacional afirmou à CNN que não “não há ranking ou ordem a partir da qual as ameaças estejam listadas”. “Cada um desses adversários representa uma ameaça à nossa eleição e é imperativo que todos trabalhemos juntos, como nação, para combatê-los”, completou.

(Com informações de Alex Marquardt, Evan Perez, Zachary Cohen e Veronica Stracqualursi, da CNN)

por CNN

Foto: CNN

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