Mesmo sem grandes eventos, campanhas continuam caras e já ‘torraram’ mais de R$ 17 milhões em João Pessoa e Campina

A campanha eleitoral deste ano tem sido atípica, sem a realização de comícios, passeatas e carreatas. Mas nem mesmo a proibição dos grandes eventos, que via de regra exigem o emprego de um volume de recursos significativo, foi capaz de baratear a disputa. O processo eleitoral continua caro para quem disputa, por exemplo, a prefeitura nas duas maiores cidades do Estado.

Em João Pessoa até agora, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as coligações majoritárias já contrataram serviços num montante de R$ 11 milhões. Já em Campina Grande, o volume de recursos empregados supera os R$ 6,4 milhões. Somando-se as duas são mais de R$ 17 milhões utilizados.

A maior parte do dinheiro é proveniente dos fundos partidários, mas há também recursos doados por pessoas físicas. Esse montante, é bom que fique claro, é referente apenas aos recursos declarados à Justiça Eleitoral.

Na Capital, 4 das 14 candidaturas declaram à Justiça Eleitoral que não tiveram gastos até agora. Em Campina os 5 postulantes apresentaram despesas.

A suspensão de comícios, passeatas e carreatas modificou o processo eleitoral. Isso é fato. Mas não foi capaz de suprimir os gastos suntuosos da campanha. Ainda temos, infelizmente, uma ‘democracia cara’.

por João Paulo Medeiros

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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