Prostitutas suspendem trabalho e pedem prioridade em vacinação contra Covid-19

A presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig) disse nesta quinta-feira (2/4) que as profissionais do sexo decidiram suspender o atendimento e pedem ao governo prioridade na vacinação contra a COVID-19.

A rigor, as prostitutas estariam impedidas de trabalhar por causa das medidas da onda roxa contra pandemia do coronavírus, mas não é o que se viu nesta tarde na região da Rua Guaicurus, em BH. A reportagem do Estado de Minas flagrou vários estabelecimentos funcionando normalmente.

De acordo com a presidente da (Aprosmig), Cida Vieira, além de serem alvo de preconceito, essas mulheres acabaram sendo as mais prejudicadas durante a pandemia.

“Muitas de nós tivemos nossa moradia tirada. Estamos à frente dessa pandemia. Somos vulneráveis. Precisamos ser vistas como prioridade porque estamos impedidas de trabalhar”, afirma. “Muitas não tem mais o que comer. Somos mais de 3.000, isso só na Guaicurus. Perdemos pessoas”, informa.

A prefeitura de Belo Horizonte tem atuado no enfrentamento da insegurança alimentar de diversos públicos em situação de risco. Segundo Cida, as prostitutas foram incluídas nesse projeto.

Em parceria com o Clã das Lobas, a Aprosmig abriu uma casa de apoio para mulheres que precisarem de ajuda. A associação pede doações de cestas básicas.

PARA DOAR:

Contato: (31)32011799
CAIXA ECONÔMICA FEDERAÇ
CONTA: 53456-0 013
AGENCIA: 0084

por Ana Mendonça

foto: Pixabay/Reprodução

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