João Azevêdo assina carta que será enviada ao presidente dos EUA com propostas para o meio ambiente

O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), assinou juntamente com outros 20 (vinte) governadores de Estados brasileiros, que será entregue ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com uma série de propostas e compromissos relacionados ao clima e à preservação dos biomas.

De acordo com matéria publicada originalmente pelo Estadão, o texto foi finalizado na tarde da segunda-feira, 12, e o grupo quer enviá-lo ao embaixador americano no Brasil Todd Chapman até o dia 20.

Os gestores miram parte de um aporte de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 113 bilhões) que Biden prometeu, ainda na campanha, para combater o desmatamento de florestas tropicais.

O pedido ocorre no momento em que o Brasil está no centro das atenções por causa de elevadas taxas de desmate e por críticas à política ambiental da gestão Jair Bolsonaro.

No dia 22, o presidente americano vai se reunir com 40 líderes mundiais, incluindo o presidente brasileiro Jair Bolsonaro, para uma cúpula do clima em Washington, onde deve discutir a verba e outros assuntos relacionados ao tema.

O documento foi construído pelo Centro Brasil no Clima (CBC) e contou com a participação de lideranças e especialistas de outras oito instituições da área. Entre os governadores, um dos articuladores da carta foi Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo. Ele explica que o objetivo não é rivalizar com o governo federal na busca por recursos, mas somar esforços.

“Não queremos tirar o protagonismo do governo federal. Queremos que ele mude de posição e se interesse mais pelo tema”, diz Casagrande. Ele fala que a preservação ambiental também é um assunto de cunho econômico e de relações internacionais. “Queremos puxar o protagonismo desse assunto para o Brasil. Nossa imagem está muito arranhada internacionalmente porque não houve preocupação com esse tema.”

Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse em entrevista exclusiva ao Estadão que consegue reduzir a devastação da Amazônia em até 40% em 12 meses se receber US$ 1 bilhão dos americanos. O ministro disse ainda que o plano deve ser apresentado a Joe Biden no encontro do dia 22. Se não houver o auxílio imediato, diz o titular da pasta, é difícil estabelecer uma meta.

Para Sérgio Xavier, articulador do grupo Governadores Pelo Clima no CBC, a carta é um acordo inédito de enfrentamento às mudanças climáticas, envolvendo diferentes biomas, valorizando as comunidades locais e criando uma nova economia sustentável. “A ideia é criar canais inovadores de investimentos internacionais que possam impulsionar a economia de baixo carbono e reduzir desigualdades”, fala.

The Guardian

Uma reportagem do The Guardian diz que dar dinheiro ao Brasil é um “risco” para Biden e algo que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e mais próximo de Bolsonaro, nunca fez.

O trecho diz que o chefe do governo brasileiro “estripou agências de proteção florestal, administrou de forma fatal a crise da covid e é visto como um perigo não só para o Brasil, mas para o mundo.”

Por outro lado, uma fonte ouvida pela reportagem afirmou que os Estados Unidos não podem adiar as discussões sobre a Amazônia por mais dois anos, esperando que o presidente brasileiro saia do poder.

por ParaíbaRádioBlog

foto: Reprodução

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