Fiocruz assina contrato com AstraZeneca e matéria-prima para fabricar vacinas começará a ser produzida no Brasil em outubro

A Fundação Oswaldo Cruz assina nesta terça-feira (1º) o contrato de transferência de tecnologia com a farmacêutica AstraZeneca. O acordo irá permitir a fabricação nacional do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a vacina contra Covid-19. Após cinco meses de atraso, o termo será formalizado numa cerimônia em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro, do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

A meta inicial era que o documento fosse assinado ainda em janeiro de 2021. As negociações se prolongaram e o prazo foi adiado para março, mas também não se concretizou. A previsão, então, foi adiada para maio. De acordo com o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, o motivo pelo qual a assinatura do documento atrasou foi o fato da equipe ter priorizado os registros emergencial e definitivo da vacina no Brasil.

Os dois documentos somam mais de 10 mil páginas. Em paralelo a isso, a equipe cuidou de obras, instalações e recebeu visitas da Anvisa.

No final de abril, a agência concluiu a inspeção na Fiocruz, com parecer satisfatório para a produção do IFA nas instalações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). O contrato é peça fundamental para que o Brasil tenha autonomia na produção da vacina. Ele garante o direito da Fiocruz produzir e entregar o insumo e ainda dá as diretrizes sobre a fórmula e o passo a passo da produção, de modo que o Ingrediente Farmacêutico Ativo não precisará mais ser importado da China.

A previsão é de que, em outubro, sejam entregues ao PNI as primeiras doses da vacina 100% nacional. A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima, a Fiocruz deve entregar 110 milhões de doses da vacina Covid-19.

Até julho, estão garantidas aproximadamente 21 milhões de doses fabricadas a partir do insumo importado. Para evitar uma nova interrupção na produção da vacina contra a Covid-19, entre agosto e setembro, a Fiocruz ainda tenta fechar um novo acordo com a AstraZeneca para o recebimento de lotes adicionais de IFA da China, mas isso ainda não tem data para acontecer.

Esse contrato servirá para garantir matéria-prima para o país enquanto a vacina 100% nacional não fica pronta. A AstraZeneca não se pronunciou sobre o contrato de importação de IFA.

por Isabelle Resende/CNN

foto: Reprodução

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