Governo Bolsonaro confirma Copa América no Brasil e anuncia sedes

O governo federal confirmou a realização da Copa América no Brasil. Em publicação no Twitter hoje (1º), o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Ramos, divulgou que a competição será disputada no país, um dia depois de escutarem o pedido da Conmebol e da CBF.

Pouco antes, em evento da Fiocruz, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já havia indicado a realização do torneio no Brasil. Ele ressaltou que a Copa América seguirá os mesmos protocolos que já vêm sendo adotados nas competições da CBF e anunciou quatro sedes: Mato Grosso, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás. Todas elas foram confirmadas pela Conmebol posteriormente, mas a entidade não sacramentou os estádios.

Segundo o UOL Esporte apurou, alguns estádios já estão definidos. Em Brasília, que deve receber a abertura, inclusive, o Mané Garrincha é o palco escolhido. Ele tem no histórico recente jogos de Copa das Confederações, Copa do Mundo, Jogos Olímpicos e amistosos da seleção brasileira.

O Rio de Janeiro contará com o tradicional Maracanã, opção número um para a final da Copa América. Foi assim já na edição passada do torneio continental, em 2019, na Copa do Mundo 2014 e no torneio olímpico de futebol da Rio-2016.

No Mato Grosso, o estádio escolhido é a Arena Pantanal, que também foi construído para a Copa de 2014. Além do aval do governo estadual local, contou a seu favor a proximidade com Brasília, o que facilita deslocamentos das seleções envolvidas.

A principal novidade na Copa América é Goiânia, que ficou fora da rota dos torneios internacionais recentes envolvendo seleções principais, mas abriu o Mundial Sub-17, em 2019. Na competição que começa em cerca de 10 dias, o Olímpico será usado, a princípio, segundo o governador Ronaldo Caiado. O Serra Dourada ficará como apoio. O Antônio Accioly, usado pelo Atlético-GO, está à disposição, mas a inserção na tabela depende do anúncio da Conmebol.

Bolsonaro: “Estávamos em condições de receber a Copa América”

A Copa América foi assunto para o presidente Jair Bolsonaro até mesmo no evento da assinatura de contrato da transferência de tecnologia da vacina para a covid-19 entre a AstraZeneca e o governo federal. Foi quando ele deu mais detalhes sobre a negociação para receber o torneio continental.

“Eu informo que fui procurado pela CBF, com o anúncio de que a federação argentina não tinha condição de sediar a Copa América. Respondi que em poucas horas eu daria a resposta, porque, as decisões que eu tomo, preciso ouvir os ministros. Ouvi os ministros interessados, apresentamos os argumentos, entre eles: acabamos com a primeira fase da Libertadores. Foram aproximadamente 80 jogos na primeira fase sem problema nenhum. Começamos agora, na sexta-feira, o jogo Brasil e Equador, pelas Eliminatórias, sem problema nenhum”, disse o presidente.

“Decidimos que, no que dependesse do governo federal, seguindo os mesmos protocolos, nós estávamos em condição de receber a Copa América no Brasil. Faltava escolhermos as sedes. Escolhemos as sedes em comum acordo as sedes. Já tivemos quatro governadores, aqui de Brasília, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Goiás e mais um, que chegou atrasado, também se prontificando para sediar a Copa América. Pelo que tudo indica, seguindo os mesmos protocolos, o Brasil sediará a Copa América”, acrescentou.

Doria diz que vetou Copa América em SP

O governador de São Paulo, João Doria, usou as redes sociais para informar que o estado não receberá jogos da competição. Ele disse que a “prioridade é conter a pandemia” e que a Copa América “representaria uma má sinalização do arrefecimento no controle da transmissão do coronavírus”.

Nos bastidores da CBF, no entanto, a informação é de que a decisão de não usar São Paulo não se deu por conta de um posicionamento contrário do governador.

Ontem, a Conmebol já havia divulgado que a Copa América deste ano seria realizada no Brasil. O anúncio surgiu horas após a entidade suspender a Argentina como sede da competição, que começa no dia 13 de junho, por conta da covid-19.

A decisão de receber o torneio em meio à crise de saúde também tem sido alvo de críticas também de políticos e personalidades do esporte.

O Brasil tem mais de 462 mil mortes por covid-19 e ocupa o 2° lugar no mundo com mais óbitos em decorrência da doença.

por Igor Siqueira, Lucas Borges Teixeira e Rodrigo Mattos/Uol

foto: Reprodução

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