Delegado de Itaporanga é o único da Paraíba a participar de curso internacional sobre violência sexual contra crianças

O curso teórico e prático sobre tráfico e exploração sexual de crianças e adolescentes fo promovido pelo Departamento de Justiça Americana em língua inglesa de 14 a 18 de junho por meio virtual e teve como palestrantes e instrutores integrantes do FBI, que é a polícia federal dos Estados Unidos, e da Justiça Americana.

O delegado Glêberson Fernandes, titular da delegacia de Itaporanga, foi indicado para representar o estado no curso internacional por sua fluência em inglês com certificação internacional. O treinamento reuniu 2.350 pessoas de todo o mundo, entre as quais autoridades policiais, ministeriais e judiciárias. Glêberson foi o único delegado da Paraíba a participar do curso e, inclusive, já recebeu o certificado.

O delegado adquiriu novos conhecimentos e técnicas para o enfrentamento a um crime que, apesar de causar tanta repulsa social, ainda é muito comum em Itaporanga e no Vale, que é a violência sexual contra crianças e adolescentes. “Inclusive, aprendemos novas técnicas para melhor ouvir crianças vítimas de violência e exploração sexual e também passamos a ter acesso à plataforma do Facebook para investigar esse tipo de crime”, comentou o delegado, ao falar da importância que foi o curso para sua formação e atuação policial em um campo delitivo tão complexo e sensível por envolver crianças.

Recentemente, o delegado investigou um caso de abuso sexual contra uma menina em Itaporanga e o acusado está preso, mas um dos momentos mais difícil do inquérito foi ouvir a criança, que caiu aos prantos durante seu depoimento, o que, conforme o próprio delegado, deixou-o muito impactado emocionalmente. Com os novos conhecimentos adquiridos, a autoridade policial poderá pôr em prática habilidades que podem ser importantes tanto para a vítima no momento do interrogatório quanto para o investigador para que se evitem situações mais emotivas e constrangedoras que podem trazer dificuldades ao inquérito.

Com um certificado de valor internacional, o delegado poderá agora, em qualquer oportunidade, ser um semeador dos novos conhecimentos, que adquiriu e ele próprio capacitar os seus colegas para o enfrentamento às violações sexuais da infância e adolescência na região e no estado.

por Folha do Vale

foto: Reprodução

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