Por conta da seca, abastecimento de água está comprometido em pelo menos 18 cidades do Brejo paraibano

Açudes secos, longa estiagem e crise hídrica. Esta é a situação de pelo menos 18 cidades do Brejo paraibano. Por conta da seca prolongada, o abastecimento de água nessas cidades está comprometido.

Com os reservatórios secos, a água nas torneiras, só de vez por semana, e a população está dependendo de carros pipas para não morrer de sede. O problema é o carro pipa custa até R$ 150,00, o que acaba afetando a vida da população.

A escassez de água atinge cidades como Solânea, Pirpirituba, Bananeiras, Sertãozinho, Duas Estradas, Serra da Raiz, e Lagoa de Dentro. O sistema de abastecimento nessas cidades, está operando no limite.

Por conta da crise do abastecimento, a prefeitura de Solânea instalou reservatório de mil litros em vários pontos da cidade. A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) faz o abastecimento deles duas vezes por semana e os moradores vêm com baldes para levar o que conseguirem para casa. Quem não for rápido, pode ficar sem água.

Segundo informou a Cagepa, o motivo da crise hídrica atinge cidades do Brejo paraibano, é que a barragem de Canafístula II, responsável pelo abastecimento, está praticamente seca. De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), da capacidade total, de 4 milhões de m³, não restam nem 3%.

Ainda de acordo com a companhia, nos últimos oito anos de poucas chuvas, os açudes que abastecem o Brejo não acumularam mais do que 35% da capacidade total. E este ano o período chuvoso tem sido muito fraco. A situação de abastecimento em muitos municípios da região já é de colapso.

De acordo com o Gerente Comercial da Cagepa no Brejo, Edson Almeida, 18 cidades estão em regime de abastecimento e colapso. Ele explicou que o canal de Canafístula I abastece cinco cidades e já está entrando em colapso. Essa semana é o último ciclo de abastecimento, já estamos captando no volume morto.

Segundo os meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA), a crise pode ser aprofundada nos próximos meses, visto que o período de chuva na região já terminou.

A meteorologista Marle Bandeira explicou que o período mais chuvoso no Brejo é de abril e julho, mas ainda é esperado chuvas para este mês de agosto.

SL

por PB Agora

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