Em ritmo acelerado, Brasil deve terminar vacinação de adultos antes dos EUA

Após episódios de escassez de vacinas frequentes no começo da Campanha Nacional de Imunização contra a Covid-19, o Brasil mostra sinais positivos no ritmo de vacinação contra a doença, superando os Estados Unidos no objetivo de proteger ao menos a população adulta.

Dados do Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostram que, desde o dia 20 de junho, a média diária de aplicações no país supera a norte-americana. Desde essa data, foram administradas diariamente no Brasil mais de 1 milhão de vacinas, com alta desde junho.

A tendência da imunização nos dois países se inverteu: nos EUA, que chegou a ter uma média diária de 3,4 milhões de doses aplicadas, a média diária dos últimos sete dias está em 823,3 mil; o Brasil tem média de 2,01 milhões.

Com problemas para combater a desinformação sobre as vacinas, os Estados Unidos enfrentam a resistência daqueles que são contra a imunização. Mesmo com constantes campanhas de incentivo, incluindo prêmios em dinheiro para os que forem tomar a injeção no braço, dados do CDC (Centro de Controle de Doenças) mostram que, até essa sexta-feira (20/8), 56.588.535 norte-americanos acima dos 18 anos ainda não tomaram uma dose sequer de algum imunizante. São 257.536.091 nessa faixa etária que residem no país. Isso significa que os adultos não vacinados nos EUA equivalem à soma de toda a população de países como Espanha e Bélgica.

Os Estados Unidos possuem uma população de 331.449.280 milhões de pessoas, segundo dados atualizados do último censo no país. Destas, 200.947.556 milhões já tomaram, ao menos, uma dose de vacinas contra a Covid. Atualmente, o país está imunizando a população com doses dos laboratórios Pfizer, Moderna e Janssen.

Já o Brasil ainda não conseguiu que 39.648.619 brasileiros adultos recebessem a primeira dose – são 160.911.639 adultos, segundo dados do último censo realizado pelo IBGE. Ao todo, 121.263.020 brasileiros já tomaram ao menos uma dose. A campanha de imunização por aqui começou 35 dias depois do país norte-americano, quando Mônica Calazans, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, recebeu a primeira dose da vacina Coronavac.

A preocupação da vacinação nos EUA chega à Casa Branca, onde o presidente Joe Biden faz apelos recorrentes para que a população vá se vacinar. Biden foi criticado por não ter conseguido alcançar a meta de vacinar 70% da população adulta até 4 de julho, Dia da Independência no país.

Para todos aqueles que não foram vacinados: Por favor, se vacinem.

Por você e seus entes queridos.

Por sua vizinhança e por seu país.

A lentidão da vacinação, combinada ao avanço da variante Delta, vem agravando o quadro da pandemia no país norte-americano. Na terça-feira (17/8), ao menos 1.017 mortes por Covid-19 foram confirmadas, o maior número desde meados de março. Em resposta ao novo pico, o governo dos EUA retomou a obrigatoriedade do uso de máscara em aeroportos e estações de metrô. A medida será mantida pelo menos até meados de janeiro de 2022.

por Metrópoles

foto: Reprodução

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