Manifestantes incendeiam estátua de Pedro Álvares Cabral no RJ

Manifestantes atearam fogo em uma estátua de Pedro Álvares Cabral instalada no bairro da Glória, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ato foi na madrugada desta 3ª feira (24.ago.2021). A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar quem são os responsáveis por atear fogo no monumento. Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver cartazes com as inscrições “Marco temporal é genocídio. PL 490 não” presos na estátua. O monumento é uma homenagem aos 400 anos do descobrimento do Brasil.

Estava marcado para esta 4ª feira (25.ago.2021) julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o chamado “marco temporal”, no qual os indígenas só poderiam reivindicar as terras que já ocupavam na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Este é o principal foco de discordância dos indígenas. O STF avalia também se o reconhecimento só é válido depois do término do processo de demarcação pela Funai. O julgamento, que foi adiado, tem repercussão geral, ou seja, a decisão valerá para todas as instâncias da Justiça que julgarem o tema.

Mais de 110 etnias indígenas estão acampadas na capital federal aguardando julgamento e fazem manifestações em frente ao Congresso Nacional e ao STF.

INCÊNDIO EM MONUMENTOS

Manifestantes atearam fogo na estátua do bandeirante Borba Gato instalada na Praça Augusto Tortorelo de Araújo, na Zona Sul de São Paulo, em 24 de julho. Pneus em chamas foram colocados ao redor do monumento no mesmo dia em que ao menos 488 atos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro estavam marcados no Brasil e em várias cidades do mundo.

A restauração da estátua será custeada por um empresário, cuja identidade não foi divulgada. A informação foi compartilhada pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Manuel de Borba Gato foi um bandeirante paulista. A estátua que o homenageia, inaugurada na década de 60, causa polêmica entre os que afirmam que Borba Gato está diretamente ligado a perseguições, mortes e escravização de índios e negros durante o período colonial. Não é a 1ª vez que o monumento é alvo de manifestantes. Em 2016, a estátua foi pichada com tintas coloridas.

por Poder360

foto: Monumento incendiado na Zona Sul do Rio de Janeiro/Reprodução

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