ONG denuncia existência de 264 presos políticos na Venezuela

A ONG venezuelana Foro Penal denunciou, nesta segunda-feira (30), que há 264 pessoas detidas no país que são consideradas “presos políticos”, uma a menos que no relatório divulgado no último dia 25.

– Até o momento, no Foro Penal registramos 264 presos políticos na Venezuela. Além disso, 9.411 pessoas continuam sujeitas a processos penais arbitrários, por motivos políticos, mas sob medidas cautelares – disse o vice-presidente da organização, Gonzalo Himiob, no Twitter.

Ele acrescentou que, por gênero, 249 presos são homens, 15 são mulheres e há também um adolescente.

Da mesma forma, Himiob indicou que, do total de prisioneiros, 130 são civis e 134 são militares.

Publicação de Gonzalo Himiob Foto: Reprodução/Twitter

A ONG observou ainda que, desde 2012, tem prestado assistência gratuita a mais de 12 mil detidos, “hoje libertados, e outras vítimas de violações dos direitos humanos”.

– Desde 2014, foram registradas 15.743 prisões políticas na Venezuela – acrescentou o grupo.

A organização pediu que esses detidos sejam evitados como “moedas de troca” no diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição, que teve início no último dia 13, no México.

O presidente do Foro Penal, Alfredo Romero, que defendeu a negociação como forma de solucionar os problemas que atravessa a Venezuela, destacou que os “presos políticos” não podem ser usados como peças em benefício das partes.

Uma das detenções mais recentes foi a do ex-deputado da oposição Freddy Guevara, preso no início de julho, acusado de estar supostamente envolvido com grupos paramilitares. A oposição o chamou de “prisioneiro político”.

Guevara foi libertado no dia 15 deste mês, dois dias após o início do diálogo entre o governo venezuelano e a oposição.

Dois dias depois, a oposição venezuelana considerou que as acusações de terrorismo e traição de Guevara são uma “invenção de mentes criminosas”.

Posteriormente, Maduro garantiu que se Guevara for convocado pelos representantes da oposição, será “bem-vindo” na negociação.

por EFE

foto: Reprodução

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