Vacina da Pfizer protege parcialmente contra Ômicron, indica estudo sul-africano

A variante do coronavírus Ômicron escapa parcialmente da proteção oferecida pela vacina da Pfizer contra Covid-19, mas aqueles que já foram infectados e depois se imunizaram provavelmente estarão bem protegidas, informaram pesquisadores da África do Sul nesta terça-feira (7).

As doses de reforço também são eficafez na proteção, disse à CNN Alex Sigal, do Instituto de Pesquisa de Saúde da África, que liderou a equipa de estudo.

É a primeira pesquisa que examina diretamente como a Ômicron se comporta em pessoas vacinadas.

Testes em laboratório usando amostras de 12 pessoas que foram totalmente vacinadas com a vacina da Pfizer mostraram que a nova variante pode escapar da proteção imunológica desenvolvida pelo imunizante – mas não completamente.

“Há uma queda muito grande na neutralização da Ômicron pela vacina em relação à cepa original”, disse Sigal. As descobertas são uma boa notícia, disse ele à CNN.

“Achei muito positivo. Esperava pior”, disse Sigal em entrevista por telefone. As mutações que caracterizam a variante Omicron pareciam permitir que ela escapasse completamente da imunidade oferecida pelas vacinas. o que o estudo parece não indicar, afirmou ele.

“Certamente escapa da resposta imunológica. Certamente é ruim. Mas me parece que há maneiras de lidar com isso”.

A equipe de Sigal usou células de pulmão humano para os testes. O sangue dos seis voluntários que foram infectados e depois vacinados foi mais capaz de neutralizar o vírus, relataram em em estudo ainda não revisado por pares.

“A infecção anterior, seguida de vacinação ou reforço, provavelmente aumentará o nível de neutralização e provavelmente conferirá proteção contra doenças graves na infecção por Ômicron”, concluiu a equipe.

O estudo não reflete a infecção real com o vírus.

Os pesquisadores notaram que a variante Beta, que se espalhou pela África do Sul em um momento anterior, também consegue escapar da proteção imunológica.

“Os resultados que apresentamos aqui com o Ômicron mostram um escape muito mais extenso”, escreveram eles.

Outros estudos que analisam a proteção imunológica contra variantes mostraram que muitas das vacinas Covid-19 criam uma proteção imunológica muito forte que fornece imunidade extra – de modo que, mesmo se uma variante escapar de parte da imunidade, ainda há muito para proteger as pessoas de infecções graves.

É importante ressaltar que o vírus ainda ataca as células humanas pela mesma rota de sempre – uma “porta molecular” chamada receptor ACE2.

“Imagine se esse vírus tivesse encontrado um receptor diferente para se ligar?” Perguntou Sigal. “Então, todas as nossas vacinas não serviriam”, acrescentou.

Sigal é rápido em dizer que este é um estudo muito inicial envolvendo apenas 12 pessoas e amostras de vírus vivos cultivadas com pressa.

“Passamos da coleta de amostras para a realização de experimentos e para o lançamento de algo em apenas algumas semanas. É uma loucura”, disse ele.

A equipe planeja testar mais amostras e testá-las contra diferentes vacinas, incluindo a da Janssen, que também foi amplamente implantada na África do Sul.

por Maggie Fox/CNN

foto: Reuters/Dado Ruvic/Ilustração

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