Delegado da Polícia Federal que já investigou o PCC vai apurar facada em Bolsonaro e se Adélio Bispo teve ajuda de terceiros

A Polícia Federal (PF) definiu que o delegado Martin Bottaro Purper, que já investigou a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), será o responsável por dar continuidade ao inquérito que apura as circunstâncias da facada contra o presidente Jair Bolsonaro, em 2018, praticada por Adélio Bispo de Oliveira. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo.

De acordo com a publicação, Purper, que está na corporação há 17 anos, ficará encarregado de buscar informações que possam esclarecer se Adélio teve a ajuda de terceiros ou agiu a mando de alguém quando atentou contra a vida de Bolsonaro. Desde a época em que o crime foi praticado, o presidente questiona o trabalho de investigação sobre o caso.

O assunto voltou a ganhar repercussão após o presidente ser internado na última segunda-feira (3), no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, por conta de uma obstrução intestinal que ainda é resultado da facada sofrida por ele há três anos.

Em novembro passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a reabertura do caso. Na ocasião, o tribunal autorizou que a PF investigue os dados bancários e o conteúdo do celular apreendido em poder do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos defensores de Adélio, cobrança feita há bastante tempo pelos apoiadores do presidente.

Caso a decisão do TRF-1 continue válida, Bottaro Purper dará continuidade ao trabalho que estava a cargo de Rodrigo Morais Fernandes, que foi designado pelo diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, para trabalhar por dois anos em força-tarefa em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Purper já trabalhou em investigações de crimes praticados pela facção PCC, entre elas a Operação Cravada, deflagrada em 2019 para desarticular o núcleo financeiro da facção criminosa, e na Operação Register, que teve como foco pessoas apontadas como as responsáveis por um cadastro de integrantes do PCC.

por Paulo Moura

foto: Estadão Conteúdo/Fábio Motta

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